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Há 53 anos morria Ian Fleming, criador do agente secreto 007

Publicado em 12/08/2017 às 07:00

Por Taty Bruzzi


Divulgação

No dia 12 de agosto de 1964 morria Ian Fleming, criador do agente britânico James Bond, um dos personagens mais emblemático do cinema. O autor partiu cedo, aos 56 anos, mas deixou uma obra que logo se tornou sucesso na Grã-Bretanha e deu origem a uma das sagas mais longínquas do cinema.

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Há 55 anos, 007 brilha nas telonas e a cada filme lançado temos a certeza de que ele ainda tem muita história para contar. Histórias estas que começaram com "Cassino Royale", o primeiro livro lançado por Fleming, em 1953.

Este foi o pontapé para uma série de livros que viriam em seguida, todos recheados de muito suspense, ação e romance. Afinal, além de corajoso James Bond é também um homem atraente, sedutor e apaixonante.

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Para criar o espião que presta serviço secreto ao governo britânico com permissão para matar, Ian Fleming precisou apenas usar um pouco da experiência adquirida equanto jornalista e militar.

Nascido em 1908 na Escócia, o autor frequentou colégios tradicionais e escola militar em busca de uma carreira diplomática, mas acabou tornado-se jornalista. Em 1933, Fleming serviu como enviado da Reuters em Moscou, na antiga União Soviética.

Quatro anos depois, foi convocado pela Inteligência Naval da Marinha, onde chegou a atuar no Serviço Secreto de Inteligência da Grã-Bretanha. Durante a II Guerra Mundial, Ian Fleming comandou a 30º Unidade de Assalto (30AU, na sigla original), encarregada de missões de inteligência na Espanha e no Mediterrâneo.

E embora não tenha se tornado um agente de campo, o trabalho no escritório lhe rendeu um cargo mais alto na Inteligência Naval, tornado-se Assessor do Diretor de Inteligência. Assim, ajudou na criação da T-Force, uma força operacional especial para missões no Pacífico contra os Japoneses.

Com o fim da Guerra, Fleming retomou a carreira de Jornalista. Trabalhou no The Sunday Times como coordenador dos correspondentes estrangeiros, o que lhe permitiu viajar por muitos lugares.

E foi através da sua trajetória profissional que o autor consegiu inspiração para criar as aventuras vividas por James Bond. Inclusive, ele chegou a dizer que jamais colocou nos livros do 007 uma locação que não tenha visitado.

Assim como James Bond, Iam Fleming também teve uma vida amorosa bem agitada, marcada por inúmeros romances. Inclusive, envolvimentos extra-conjugais. Casou-se com Ann Charteris, que foi sua amante enquanto era esposa do Visconde de Rothermere.

A cerimônia aconteceu em 1952 na Jamaica, colônia da Inglaterra descoberta pelo autor na época da Guerra. O casal teve um filho, que cometeu suicídio em 1975. Já a esposa do escritor faleceu em 1981.

Simpatizante do local, Fleming montou uma casa de veraneio e a batizou de Golden Eye, nome de uma das mais famosas missões que comandou durante o conflito e que, posteriormente, serviria de inspiração para o título de um dos filmes do agente.

Durante o inverno do Hemisfério Norte, Fleming tirava férias na Jamaica e aproveitava o período de três meses para escrever. Foi lá que produziu a primeira aventura de James Bond, Cassino Royale, em 1953.

O sucesso estrondoso lhe inspirou a continuar escrevendo. Assim, ele passou a lançar um livro novo a cada ano, sempre com histórias embasadas na realidade de seus enredos e enriquecidas com informações críveis, uma característica do autor.

Fleming conciliou a carreira de jornalista com a de escritor até 1959, quando decidiu deixar o cargo no jornal para se dedicar mais à sua obra literária. No entanto, ainda assinou uma coluna semanal por dois anos no Sunday Times.

Em 1961, sofreu um enfarto, provavelmente decorrente do estresse somado a uma vida de excessos com álcool e cigarros. O problema de saúde o fez abandonar de vez a coluna no jornal, a fim de dar uma desacelerada.

No entanto, o vício em fumo e a "fome" de trabalho não garantiu uma vida saudável ao autor, que faleceu por decorrência de um ataque cardíaco em 1964, quando tinha apenas 56 anos.

Ao todo, a obra deixada por Ian Fleming conta com 14 livros 007, o agente secreto do Governo Britânico, como protagonista. Dentre eles, 12 romances já foram adaptados para o cinema.

Os outros dois são os contos: "Somente para seus olhos (1960" e "Póstumo Octopussy" (1966). Já o romance póstumo "O Homem da Pistola de Ouro" (1965), foi finalizado por Kingsley Amis.



Primeiro filme do 007 foi lançado somente em 1962

O primeiro livro de Ian Fleming a ganhar adaptação para o cinema foi "007 Contra o Satânico Dr. No", que chegou às telas no dia 5 de outubro de 1962. Sucesso na Inglaterra, a trama não conquistou logo os Norte-Americanos.

Curiosamente, o público dos Estados Unidos só se rendeu aos encantos do agente secreto em 1964, ano da morte de seu criador, com o lançamento do terceiro filme da franquia, "007 Contra Goldfinger".

A partir dali, o personagem ganhou notoriedade se se tornou uma verdadeira mania mundial. E embora as histórias de espionagem nunca tenham sido uma novidade, as tramas muito bem elaboradas nos filmes do 007 elevaram seu patamar.

Confira os livros do autor:

- "Cassino Royale", 1953
- "Live and Let Die" (Viva e Deixe Morrer), 1954
- "Diamonds are Forever" (Os Diamantes são Eternos), 1955
- "From Russia, with Love" (Moscou Contra 007), 1957
- "Dr. No" (O Satânico Dr. No), 1958
- "Goldfinger" (Goldfinger), 1959
- "For your Eyes Only" (Somente para seus Olhos), 1960 (contos)
- "Thunderball – A Chantagem Atômica", 1961 "em coautoria com Kevin McClory)
- "The Spy Who Loved Me" (O Espião que me Amava), 1962
- "On Her Majesty’s Secret Service" (A Serviço Secreto de Sua Majestade), 1963
- "You Only Live Twice" (Só Se Vive Duas Vezes), 1964
- "The Man with the Golden Gun" (O Homem da Pistola de Ouro", 1965 - póstmo – finalizado por Kingsley Amis
- "Octopussy" (Octopussy, 1966) (contos) - póstumo

Escritor já foi tema tema de minissérie para TV

Em 2012, quando a franquia 007 completava 50 anos, a Escosse Film em parceria com o Sky da Inglaterra e BBC America dos EUA lançaram uma minissérie em 4 episódios sobre a vida e obra do autor escocês Ian Fleming.

Estrelada por Dominic Cooper, com direção de Mat Whitecroos e roteiro assinado por John Brownlow e Dom Macpherson, a produção contou com filmagens em Budapeste e no Reino Unido.

O elenco conta ainda com Annabelle Wallis ("The Tudors"), intérprete de Muriel Wright, uma mulher com quem Fleming manteve um relacionamento amoroso e que teria servido de inspiração para a criação da primeira Bond Girl.

Sua história tem início na 2ª Guerra Mundial, quando Ian Fleming é convocado pelo serviço de Inteligência Naval Britânico para atuar em uma missão secreta contra os nazistas.

Suas experiências vividas na época seriam usadas posteriormente na criação do agente secreto 007, dando início a uma obra de sucesso literário e transformando a saga do personagem em uma das franquias de maior visibilidade do cinema mundial.

Os filmes do 007

Estrelados por Sean Connery:
- "007 contra o satânico Dr. No", 1962;
- "Moscou contra 007", 1963;
- "007 - Contra Goldfinger", 1964;
- "Com 007 Só Se Vive Duas Vezes", 1967;
- "007 - Os Diamantes São Eternos", 1971;


Estrelado por George Lazenby:
- "007 - A Serviço Secreto de Sua Majestade", 1969.


Estrelado por Roger Moore
- "Com 007 Viva e Deixe Morrer", 1973;
- "007 contra o Homem com a Pistola de Ouro", 1974;
- "007 - O Espião Que Me Amava", 1977;
- "007 contra o Foguete da Morte", 1979;
- "007 - Somente para Seus Olhos", 1981;
- "007 contra Octopussy", 1983;
- "007 - Na Mira dos Assassinos", 1985.


Estrelados por Timothy Dalton
- "007 - Marcado para a Morte", 1987;
- "007 - Permissão para Matar", 1989.


Estrelados por Pierce Brosnan
- "007 contra GoldenEye", 1995;
- "007 - O Amanhã Nunca Morre", 1997;
- "007 - O Mundo Não é o Bastante", 1999;
- "007 - Um Novo Dia Para Morrer", 2002.


Estrelados por Daniel Craig
- "007 - Cassino Royale", 2006;
- "007 - Quantum of Solace", 2008;
- "007 - Operação Skyfall", 2012;
- "007 contra Spectre", 2015.

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